ClubeNB #02 – Cristianismo Puro e Simples (C. S. Lewis)

No Barquinho junho 23, 2017 8

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Nesse segundo episódio, falamos do clássico da literatura cristã Cristianismo Puro e Simples, de C.S. Lewis.

Thiago Ibrahim e Matheus Soares, batem um papo com o tripulante Gustavo Lugoboni e Cristiano Almeida, o ouvinte da vez, sobre a vida e a obra de Lewis, o contexto da escrita do livro, e de quebra compartilham suas experiências de leitura, discutindo os pontos mais importantes dessa bela obra.

Duração: 01h27min01s

Edição: Gabriel Tuller
Arte da vitrine: Gabriel Tuller
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  • Agradeço aqui pela oportunidade de colaborar nesse Clube NB. Foi muito bom gravar e ouvir.

  • Lourival Gonçalves

    Pensei que o No Barquinho já estava sem remos.kkkkk.Baixando!

  • Welber Martins

    Legal o episódio. Só que no livro problema do sofrimento, Lewis fala que não crê na depravação total, na mesma forma que os Calvinista. Na verdade alguns aspectos, ainda estou tentando entender a teologia dele.

  • Tauan

    Me parece bem simples de explicar o fato do livro não se aprofundar nas importância da Bíblia. CS Lewis deixa claro no começo do livro que pretende falar do “máximo denominador comum” de todas as tradições cristãs para mostrar a quem é de fora que as diferenças entre elas são pequenas se comparadas às semelhanças. Ora, tratar das Escrituras significaria tocar em um ponto que divide os cristãos, seja pelo conceito de “sola scriptura” dos protestantes, seja pela importância dada à tradição pelas igrejas não reformadas (Católica Romana, Ortodoxa Grega, e até algumas bem menores como a Copta), seja pela disputa da extensão da Bíblia (Católicos Romanos tem mais livros na Bíblia que os protestantes).

    “Não faço mistério a respeito da minha posição pessoal. Sou um simples leigo da Igreja Anglicana e não tenho preferência especial nem pela Alta Igreja, nem pela Baixa, nem por coisa alguma. Neste livro, porém, não busco converter ninguém à minha posição. Desde que me tor­nei cristão, penso que o melhor serviço, talvez o único, que posso prestar a meus semelhantes incrédulos seja explicar e defender a fé comum a praticamente todos as cristãos em todos os tempos.” – CS Lewis, início de Cristianismo Puro e Simples.

    • Gustavo Borges Lugoboni

      Olá Tauan.
      Concordo com seu comentário, mas o ponto que toquei durante o episódio não diz respeito ao conteúdo das Escrituras, mas sim a veracidade e validade dela.
      Creio que a inspiração das escrituras é um denominador comum também, e um ponto onde muitas pessoas (não cristãs) levantam questionamentos.

      Valeu pelo seu comentário, espero ter conseguido explicar melhor o que eu quis dizer ali rs

      • Tauan

        Eu acho que fiquei mais confuso kkkkk Não sei como separar o conteúdo da veracidade e validade. De qualquer modo, creio que todos os cristãos acreditam na inspiração das Escrituras dos protestantes. Um ortodoxo grego ou um católico romano não teriam problema em concordar que Gênesis ou o evangelho de Lucas são inspirados. Porém, um protestante não vai dizer o mesmo dos livros de Macabeus.

        Então não vejo o “Tema das Escrituras” como denominador comum e sim como um ponto de divergência (“pontos da alta teologia ou mesmo de história eclesiástica” para citar novamente o livro). Talvez o maior denominador comum seja o Novo Testamento, de onde se tira tudo sobre Jesus.

        Mas mesmo nesse ponto, e aí talvez eu esteja extrapolando as considerações de Lewis teve, a crença na inspiração e veracidade do Novo Testamento não pode ser uma parte da fé comum dos cristãos de todos os tempos.

        O motivo é ridículo de simples… A primeira geração de cristãos não teve as cartas de Paulo ou o Evangelho de João. Eles tinham o próprio João e Paulo! Tinham os próprios apóstolos! Se pensar bem, o que interessa, no fim das contas, é a doutrina dos apóstolos, o testemunho e os ensinamentos deles acerca de Cristo e não necessariamente a mídia que eles usavam para propagar esse testemunho.

        Na prática foram essas mídias que ficaram para a posteridade, os evangelhos, as cartas… mas aí um católico romano e um ortodoxo vão dizer que além dessas mídias ( que já dá pra chamar de Novo Testamento, a Escritura aceita pelos cristãos que não tiveram oportunidade de conversar pessoalmente com Pedro ou Paulo) tem um monte de ensinamento apostólico que foi passando de boca em boca e que tem a mesma importância do que está no Novo Testamento (afinal de contas o ensinamento apostólico é o que importa e não a mídia).

        Porém, em certo momento um Lutero ou um Calvino vão dizer que esse “boca a boca” é em grande parte um amontoado de invenção que nada tem a ver com o que os apóstolos ensinaram e que pra saber o que ensinaram mesmo é pra ir direto para o Novo Testamento e por aí vai…

        Ou seja, puxando um pouquinho a discussão sobre os escritos do Novo Testamento, que são um MDC, vai se chegar à conclusão de que era possível ser cristão antigamente sem esses escritos e vai se levar a uma discussão sobre “pontos da alta teologia ou mesmo de história eclesiástica”, que Lewis disse que não ia tratar.

        Eu acho é que Lewis foi sábio em não dar brecha para isso.

        Tem uma coisa interessante. Lewis se converteu com a influência de um católico, Tolkien do Senhor dos Anéis. Tolkien, por incrível que pareça, mostrava pra Lewis a semelhança das crenças cristãs e das mitologias que eles conheciam. Depois apontava as principais diferenças (extrapolando um pouco, lembra o discurso de Paulo no Areópago, quando ele não ficou citando o Antigo Testamento para gregos, mas citou poetas gregos)

        Imagina se ao invés disso Tolkien fosse ficar falando diretamente das Escrituras em si mesmas e com uma pergunta de Lewis ele tivesse que desviar para a tradição católica e a rixa com os protestantes?

      • Tauan

        Prometo que dessa vez não escrevo muito… Lewis tem um texto no qual ataca os teólogos liberais sobre a visão deles do Novo Testamento. Eu não sei de cabeça o título em português, mas em inglês é “fern seed and elephants” (sementes de samambaia e elefantes).

  • Esse livro está na lista para ler futuramente. Ainda mais agora, depois do papo! 😉

    Abraço
    EddieTheDrummer (PADD)