Delas #14 – A Bíblia, as mulheres e tudo mais

No Barquinho abril 15, 2016 25

Bem-vindo ao Delas!

Este é o podcast Delas, e dessa vez Jaqueline LimaSara Martins, Laís D’Andréa e Kamila França se juntam para cometer mais uma sessão de sincericídio! Dessa vez o assunto é a relação das mulheres com a Bíblia.

Acabamos deixando o papo solto e por isso passamos por muitos assuntos de maneira superficial. Entendemos que praticamente todos eles merecem um programa dedicado. Tenham paciência, eles podem aparecer! haha

Bíblia machista? Feminismo? Jesus e as Mulheres? Isso e muitos outros devaneios!

Lembre-se: os comentários são o seu espaço para deixar dúvidas, críticas e sugestões! Continue sendo um(a) lindo(a) e educado(a) ouvinte e use esse espaço com respeito e responsabilidade! ♥

Livro comentado no programa:

Jesus e as Mulheres, por Sharon Jaynes.

Textos comentados no programa:

Mulheres e a Bíblia: não é somente sobre recuperar a história das mulheres no Cristianismo. mas recuperar o Cristianismo primitivo em seu conjunto, por Ellen Aquino

Existe feminismo sem as cristãs?, por Rebecca Maciel.

Duração: 01h19min37s 
ZIP: para baixar o podcast zipado, clique aqui!

Edição: Thiago Ibrahim
Arte da vitrine: Erik de Oliveira (portfolio)

SUGESTÕES, CRÍTICAS, DÚVIDAS E MENSAGENS
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  • Fernanda Alcantara

    Vou ouvir! 🙂

  • Andréa Alcântara

    Uuhuuul! Finalmente, já estava ansiosa para ouvir ♡

  • Silvana Oliveira E Silva

    Esse tema dá uma série de episódios, hein……
    Sobre o caso específico do matrimônio, eu descobri algo interessante há alguns anos, quando fiz uma pesquisa para teatro. Os hebreus, quando arranjavam o casamento, só selavam o compromisso depois que a filha consentisse na escolha do noivo. Eles seguem o costume de Gen 24, pois no V. 5 o mordomo de Abraão pergunta “e se a mulher não quiser vir pra esta terra?” E no V 58 onde Rebeca é perguntada se queria ir pra se casar com Isaque.
    A maior parte dos costumes desses primeiros casamentos é mantida como um símbolo e tradição até hoje, pelos judeus mais ortodoxos. Então eu penso que no período da Lei Mosaica, essa concordância da noiva era mantida pelos israelitas fieis. Além disso, examinando a Lei Mosaica, há vários exemplos de leis, que no contexto de comparação com outros povos, protegiam muito a mulher. Alguns divórcios eram proibidos, para proteção social da mulher (principalmente a desonrada antes do casamento e a ex escrava), e a minha preferida, de que mulher menstruada era obrigada a ficar em casa quietinha, e deveria tomar banho no final (isso era moderno pra época tá? Imagina como era a mulherada pagã…. Ixiii).

    Mais episódios assimmmm uhu amoooo espero Parabéns queridas!

    • Sara Martins

      Não sabia disso, Silvana. Valeu pela informação. 8;)

  • Muito bacana começar a falar da mulher e a bíblia. É um assunto muito importante! Obrigada pela indicação do Projeto Redomas e dos textos das gurias, Jaqueline! Foram textos que também me edificaram muito… (:

    Mas me entristeceu bastante algumas falas (não sei nome de quem tá falando e foram coisas endossadas por mais de uma das gurias e nenhuma levantou contraponto ou discordou), com culpabilização da vítima de estupro e de assédio, falando que a culpa de ser assediada é da escolha das roupas da guria, e tive um mini enfarte quando a guria falou que “se o cara é gato é xaveco, se o cara é gordo e feio é assédio”, fora o fato de relacionar gordo com feio, isso é de uma falácia tremenda.

    Assédio é assédio independente de quem tá fazendo, o que acontece é que não são todas as mulheres que estão empoderadas e tem entendimento de que isso, essa abordagem e invasão, é assédio, porque tão ensinadas a aceitar isso. E depois emendar um “mulheres que não se dão ao respeito”, oi? Não tem como se dar algo que já é seu por direito, por criação, a gente foi criada a imagem e semelhança de Deus e só por isso já é possuidor de dignidade.

    Não há embasamento NENHUM, seja em vestuário ou em comportamento social ou sexual que justifique um homem poder assediar uma mulher.

    Como a Jaque falou, é muito difícil desconstruir coisas que tão inculcadas na gente durante a vida toda… mas é um exercício muito importante…

    E só um comentário: sobre divórcio, a bíblia também dá respaldo pra divórcio em caso de adultério… e por causa da dureza do coração, que aí entra num ponto relativo que nem vou discutir sobre porque é algo que ainda estou refletindo a respeito.

    Ah, e do minuto 50 começa a dar pau… não foi só aqui não… 🙁

    Abraços!

    • Sara Martins

      Oi, Deborah. Eu disse essas coisas. Quer dizer, não dessa maneira. O que eu disse que a Bíblia não “libera” é o novo casamento após o divórcio, apenas em caso de viuvez. Sobre as mulheres não se darem o respeito: elas sequer percebem que têm. Algumas não se respeitam mesmo. Por fim: assédio é errado e ponto. Mulheres não devem ser estupradas/violentadas/forçadas. Agora, se a criatura sai seminua querendo “elogios”, pq reclama das cantadas? Cadê a coerência?
      O contraponto foi a minha fala e não a das meninas. Nem interrompi quando elas falaram sobre o feminismo. Óbvio que não contra o direito das mulheres. Agora, sou contra, sim, com algumas pautas levantadas pelos movimentos feministas.

      • Entendi, mas não concordo contigo mesmo. Hehehe. Eu disse que ninguém fez contraponto – ou seja, que todas concordaram contigo. Não tem nada a ver com interromper ninguém… e nem tava falando de feminismo também.

        Mas é isso aí! Bom trabalho pra vocês, fiquem com Deus.

    • Jaqueline Lima

      Oi, Débora!
      Obrigada pelo seu comentário 🙂
      Conseguiu ouvir o restante?

      Sobre a questão que você levantou, eu, Jaqueline, acredito que nenhuma mulher merece passar por situação de assédio. Ela pode estar pelada na Sapucaí, NADA dá o direito de qualquer pessoa ACHAR que PODE fazer qualquer coisa com ela.

      Eu confesso que não ouvi a versão editada (não gosto de me escutar haha) então, não sei como ficou, mas de fato, depois de falar a Sara não foi diretamente confrontada por ninguém. Pode ter sido uma falha deixar um ponto importante como esse descoberto, mas eu tava tentando dar prosseguimento na discussão e, mesmo que eu não concorde com a Sara, ela tem o espaço dela pra falar como pensa.
      Depois disso, eu digo que não penso como ela e sigo a pauta para outro viés. De fato, como comentamos aí no post, mta coisa precisa ser tratada com mais calma e aprofundamento. A gente acabou pincelando vários assuntos e ruídos como esse rolaram.

      Como a gente endossou lá no podcast, faz parte da caminhada aprender a lidar com gente que não faz mto sentido na nossa cabeça. É preciso olhar o outro lado e tentar entender. Sei que vocês do Redomas fazem isso, por isso veio aqui conversar 🙂

      Sigamos na luta pela legitimidade do respeito a todos. Independente do que a pessoa veste ou acredita.

      Já no caso do divórcio, foi uma fala da Sarita tbm. Essa é uma questão porreta, né? Também tô pensando sobre.

      Valeu pelo comentário, espero que vc volte sempre, mesmo que pessoas do Delas discordem do que vc acredita. Essas são provocações boas!

      Abraços!

      • Tava bem picotado 🙁 mas ouvi.
        Hehehe, pois é… eu vi que tu falou que a resposta da Sara é um pouco diferente da sua, mas não fala o motivo… depois falou sobre poder mudar de ideia e ouvir opiniões e mudou de assunto. Hehehe… se você falou acho que a pessoa que editou optou por cortar mesmo depois daquele ponto. De qualquer modo eu achei que era algo importantíssimo de pontuar, eu entendo e respeito que ela tenha opinião dela (não tô batendo nem xingando ninguém hahaha), mas achei importante comentar essa questão porque é o que é usado de respaldo para abusos e estupros: mulher que NÃO SE DÁ O RESPEITO (?!?!) PODE SER ABUSADA E USADA E INVADIDA DA FORMA COMO O ABUSADOR QUISER. E assim a culpa vai ser da vítima. Quer achar que existe um limite no vestuário ou algo assim por N razões, ok… mas que isso justifica (e embasa) assédio não é só questão de ~opinião a ser respeitada~ é questão de endossar argumento de estuprador e abusador. (É uma fala pesada, eu sei, mas é o que eu acredito e entendi que aqui é um espaço de liberdade de partilhar as opiniões, mesmo que divergentes).

        E sim! Sigamos juntas se cutucando, se abraçando e mais importante de tudo: andando juntas buscando a vontade de Cristo.

        Deus abençoe vocês!

        Abraços!

        • Sara Martins

          Ainda não ouvi editado, mas tenho certeza que eu não disse na gravação que alguma mulher “PODE SER ABUSADA E USADA E INVADIDA DA FORMA COMO O ABUSADOR QUISER.”
          Me internem se algum dia eu falar isso, por favor. Seria estupidez, falta de respeito e mais: iria contra os valores cristãos.

          • Ai, Sara… eu não falei em momento algum que tu tenha falado isso. Eu falei que a fala que linka roupa decotada/curta a mulher que não se dá valor “é o que é usado de respaldo para abusos e estupros”.

            Enfim. É isso… melhor não me prolongar.
            Abraços.

    • Kamila França

      Oi Deborah!
      Achei deveras interessante seu comentário e agradeço o convite das meninas do Delas pela participação é muito importante conversarmos disso, e acho que se deixassem a gente falaria a noite toda, hahahah…
      Quanto ao ponto que você mencionou de assédio na rua, cantadas e etc, Uns 2 minutos depois, eu falei um pouquinho o que penso a respeito disso e aqui eu reafirmo: Eu acho desrespeito a mulher receber cantada, ser assediada na rua sim, seja por homem “bonito” ou “feio” seja lá o que ela ouvir e independente da roupa que ela vista ela, ela NÃO DEVE ser chamada de nada, além do seu próprio nome.
      Eu, por questão de valores e da forma como creio na Bíblia acredito que a mulher deve ser portar com decência no vestir, até como eu disse no Podcast, os argumentos dela devem chamar mais atenção do que o seu próprio corpo e isso não diminui a liberdade e a autoridade para com seu próprio corpo (apenas o SEU corpo).
      Mas enfim, esse assunto é bem polêmico porem muito elucidador e nós ficamos felizes de termos esse espaço pra poder conversar, dialogar e ver contrapontos dos nossos pensamentos de forma sadia.
      Obrigada, Família NB,
      E meninas do Delas!
      Beijo Deborah

  • Ei Sara! Entendo totalmente aquilo que quiseste dizer.
    Desde o feminismo ao novo casamento. 😉

    Tenho muito dificuldade em entender o feminismo defendido por parte de cristãs.
    E já tentei, olha. Continuo tentando, mas, eu não sei, vou ficando triste, pq acho que o foco tá na coisa errada.

    Quando leio relatos, tipo, no projeto redomas, eu penso que o que falta é arrependimento e conversão sincera nos homens (e nas mulheres), e menos legalismo. Acudir e orientar mulheres e apoiá-las nas suas lutas familiares e na sociedade é uma coisa, mas denominar-se com um termo tão ligada a diversas outras coisas, é bem diferente.

    O feminismo quer a libertação da mulher de alguma forma de opressão.
    Jesus veio para libertar homens e mulheres dos impérios das trevas.
    Pq devo usar algo além de Cristo, se Ele é o único que liberta totalmente?
    Não digo que devemos apenas dizer pra alguma mulher orar no caso de um marido abusador. Como seguidores deles devemos ter ministérios que se importem com todos. E nos vermos cristãos na totalidade do nosso ser.

    Li o texto indicado pela Jack, e percebi uma expressão teológica, mesmo que nas entrelinhas, então fui atrás da autora e li mais textos falando sobre suas convicções teológicas, e percebi, que sim, a discussão quanto ao feminismo é maior do que parece e envolve vários aspectos de compreensão do cristianismo.

    Bjos a todas e todos. Na Paz 😉

    • Bianca Rati

      Oi Talita!
      Os relatos do Redomas não tem intenção proselitista ou moralizante, eles buscam mostrar uma realidade de abuso enfrentado pelas mulheres nos espaços de fé, que muitas vezes é escondida ou deixada de lado. É claro que existe uma necessidade de conversão sincera, principalmente desses homens e dessa sociedade abusadora e sim, machista. A questão é que a pessoa assediada/abusada não cometeu pecado nessa situação, o pecado vem do assediador/abusador. Ou é meu pecado ser assediada/abusada?

      Quanto a sua fala sobre Jesus veio para libertar homens e mulheres, exatamente! E o feminismo (que também visa libertar os homens) pode ser uma ferramenta para isso, ele é a solução final? Não sei. Aliás acho que essa solução nem vá acontecer aqui nessa terra.

      Um abraço 🙂

  • Welber Martins

    muito bom o podcast meninas! tenho até medo de manchar esse podcast com minha ignorância, a Sara honrou o sobre nome Martins kkk.

  • Amanda C de Andrade Rodrigues

    Sobre a primeira parte… Jaque, eu comecei a me reservar mais em relação ás redes sociais depois que vi Black Mirror. Não sei ao certo o motivo, mas comecei a pensar melhor na minha relação com mídias sociais etc.

  • Ótimo episódio. Como comentei no episódio 57 do PADD, com a participação da Sara, se entendemos que a Bíblia é a palavra de Deus e chamamos a Bíblia de machista, estamos chamando Deus de machista. A questão é que os homens e a cultura da época em que a Bíblia foi escrita é machista, visto que o próprio Deus (antes de Jesus “nascer”) já entendia a importância da mulher, até mesmo conversando com elas em alguns relatos do A.T.

    Abraço
    EddieTheDrummer (PADD)

  • Kéllen Valeska

    Meninas, excelente podcast!
    Jaque tô contigo nessa de dar uma diminuída nessa exposição louca nas redes sociais, já não era muito de fazer, mas agora estou menos ainda. Algo bem legal que fiz na minha ultima viagem foi me desconectar completamente das redes sociais e da net- a unica coisa que fiz foi baixar uns podcasts para ouvir no carro. E posso dizem sem duvidas que foi uma das melhores viagens que já tive, senti que aproveitei mais, tirei menos fotos, socializei com família e me diverti. Foi muito mais intenso do que se eu tivesse postado tudo isso.
    Sobre o restante do podcast… Realmente existem coisas na bíblia que se forem lidas fora do contexto social e politico daquela época parecem as coisas mais absurdas do mundo. Por isso é importante fazer um bom estudo disso antes.Gostei do papo,bem centrado! E Jesus… sem palavras né rs Em uma sociedade que desprezava as mulheres ele foi capaz de traze-las para mais perto e fazer com que elas fossem essenciais no ministério dele. Um fofo mesmo! haha

    PS: Queria deixar uma dica de convidada para um podcast, a Natalia Botelho.Tenho lido alguns textos dela e recentemente uma pregação. Ela tem opiniões bem interessantes sobre o papel da mulher. Acho que daria um bom bate papo! 🙂
    https://soundcloud.com/glocaloficial/nem-eles-nem-elas-nos-natalia-botelho-glocal

  • Rodrigo Rodrigues Malheiros

    Olá gente, notei que meu nome foi um exercício de trava língua. kkkk Gente, gosto demais dos temas que vocês escolhem. Sobre o podcast, o nome é esse mesmo, contextualização, e não adaptação. A crítica a um pensamento reflexivo sobre a Bíblia é justamente o caso de acharem que as mulheres forçam a barra, ou seja, adaptam a Bíblia para sua alegria, mas não é isso, a contextualização é entender que a dinâmica social está interligada ao período histórico, sob uma cultura em específico. É preciso refletir. Parabéns ao caminho trilhado por vocês.

  • Sergio Moura

    Ia deixar pra lá, mas preciso dizer:
    Fiquei muito feliz com o tema do programa. Desde que soube da existência deste podcast (feminista [pelo menos era o que pensava de todas do grupo] e cristão) achei um pouco discrepante a proposta e precisava ouvir algum tipo de explicação e cartas na mesa sobre o assunto, que finalmente ocorreu com este programa (embora eu não tenha escutado todas as edições, mas no #01 pensei seria melhor explicado) mesmo esperando que as várias ramificações deste tema continue sendo explorada, porque como foi notado, o assunto é muito mais complicado (pelo menos pra mim) do que parece.

    Sou cristão evangélico desde criança e, com o amadurecimento a cerca do mundo em que vivo, os ensinamentos bíblicos deixaram de ser tão simples e inquestionáveis como antes. Tudo parecia tão mais óbvio e claro, mas agora não é mais assim. Quero continuar sendo cristão e acreditando como acreditava antes, mas preciso fundamentar melhor o que creio ante a tanta contrariedade que vejo no mundo. E foi mais ou menos isso que percebi de algumas das participantes e por isso me identifico tanto com elas.

    Poderia concordar com a visão recorrente fácil e dizer que a bíblia é machista e: aceitá-la desse jeito e da forma repressora que a maioria das igrejas infelizmente fazem (como bem mencionou a Jaqueline Lima) mesmo não citando essa palavra pesada porque acha que “o mundo é assim mesmo”; ou entender seu machismo e deixar de ser um cristão “de igreja” e ser um cristão “de coração”, que ignora e auto-modifica alguns trechos da bíblia; ou deixar de crer na bíblia como Palavra de Deus e pronto.

    Como não quero dizer que a bíblia é machista, às vezes acho que forço a perspectiva e o argumento do “contexto” para “encaixá-la” no que entendo de mundo. Usando esse argumento, posso justificá-la afirmando que: como muitas vezes Deus cedeu sua perfeita vontade para que a humanidade vivesse do jeito dela, (como por exemplo: a vontade do povo que só Moisés subisse ao monte; a carta de divórcio [que Jesus até disse que foi criada “porque sois maus”]; a vontade do povo de ter um rei), Deus pode ter permitido que a bíblia fosse escrita sem as devidas correções de igualdade de gênero, adequando-a na época (porque na época, a bíblia não era considerada machista, mas “normal”).

    As questões feministas tem me intrigado muito ultimamente e não tem como não torcer o nariz ao ler na bíblia que “o homem não foi feito por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem” (ICo 11:9), mas não quero desistir do evangelho e deixar de crer na Palavra de Deus. Posso ser apedrejado em dizer isso (claro que não serei apedrejado aqui, mas dizer algumas coisas em uma roda de crentes tem seu perigo sim), mas prefiro relativizar algumas coisas, justificar a bíblia dizendo que é o “contexto” e dizer que “hoje as coisas não são mais assim” ouvido dos outros “que a Palavra é imutável, você precisa ir na contra-mão do mundo”, do que machista, preconceituoso, homofóbico e etc, o que não deixa de ser verdade em muitos no corpo de Cristo.

    Novamente, fico feliz pelo podcast e por toda a discussão levantada. Só espero que não encerrem as questões como se fossem tão simples, e aprecio por não terem feito isso até aqui. Irei atrás do livro citado porque me deixou muito curioso.

    Foi mal o textão aí.

    • Kamila França

      Ei Sérgio,
      Eu também gostei muito do tema e poder falar desse tema com as meninas do Podcast foi um prazer.
      E o interessante é nunca colocarmos um ponto final nesse assunto mesmo (e abranger muitos outros, também polêmicos)…
      E tantos outros assuntos que permeiam a nossa vida, as mídias, as conversas e nosso círculo social. Entendo perfeitamente essa mudança de mente das certezas de crianças e que precisamos fundamentá-las mais quando mais velhos e o resultado é o eterno conhecer e buscar conhecer a Deus e sua vontade. E mesmo que no nosso meio as pessoas, às vezes, queiram deixar “o assunto fora da Igreja de fora”, a gente insista e saiba conversar, ouvir, dialogar e entender cada dia mais como o evangelho nos torna saudável para vivermos em sociedade.
      Abraços

  • Vinicius Grimaldi

    Olá meninas! Parabéns pelo podcast, sempre de ótimo conteúdo!

    Olhando o cenário bíblico no AT, vemos que Deus criou homem e mulheres para serem iguais e, mesmo tendo saído juntos do Jardim após o pecado (sofrendo o castigo como iguais), a relação entre eles também foi manchada.

    Infelizmente, a sociedade caída trocou o papel de auxiliadora pelo papel de subjulgada, mas Deus desde o início da sua história com a humanidade nos demonstrava o quanto isso era absurdo, fazendo de muitas mulheres peças chave até a redenção em Cristo: Joquebede, Rute, Esther, Ana e tantas outras mulheres citadas nos fazem ver como o ministério de Cristo foi cumprido também nesse sentido: Maria, a mulher samaritana, mulheres citadas nas cartas de Paulo… inúmeras, pra nos mostrar que em Deus somos mais uma vez restaurados à uma relação saudável e completa sem uma distinção ou diminuição sexista.

    Que sejamos mais sábios para entender como a multiforme graça de Deus se manifesta em nós: homens e mulheres, diferentes em forma e finalidade, mas iguais em importância para o nosso Deus!

  • Um dos melhores episódios, meninas!

    Sugestão de tema para vocês gravarem: o que mudou na forma de vocês pensarem, entre o primeiro Delas e hoje?

  • Manoella Ferreira

    Adorei minha vitrine! 🙂

  • Enock

    O Podcast é “Delas”, mas os rapazes podem ser ouvintes assíduos?
    Esse foi o primeiro que ouvi e curti muito!
    Já tinha ouvido a Sara em “Coisas de Pobre” e acho q foi lá que houve um jabá.
    Resumindo, já indiquei pra minha esposa e vou passar a diante!
    Ah, só pra constar, percebi a cutucada da Sara com o pessoal de Niterói: “o casal estava num dia lindo, em Niterói, olhando pro Rio de Janeiro!” RSRSRSRSRSSR