A tempo e fora de tempo

Matheus Soares agosto 8, 2013 0

O Dr. David Livingtone certa vez disse a frase “Deus tinha um único filho e fez dele um missionário”, essa declaração em tudo refletia a vida desse médico entregue ao serviço do Evangelho, membro da Sociedade Missionária de Londres, desde jovem já começou a guardar dinheiro para seguir os passos missionários de Jesus, tinha o desejo de ir para a China e, como futuro médico, curar tanto o físico quanto a alma das pessoas.

Esse homem esteve na China, percorreu grande parte da África, foi para a Nova Zelândia, e se tornou uma referência em toda a Grã-Bretanha. Lutou contra a escravidão com todas as suas forças, desbravou novos campos para missões. Foi um cidadão do Reino.

Em Atos dos Apóstolos após o Pentecostes uma comunidade cristã se forma em Jerusalém, onde uma aparente perfeição nas relações se estabelece, muita comunhão, operação de milagres e pregação do Evangelho. Mas essa comunidade quase fechada não era o propósito de Deus, expresso através das palavras de Jesus, “Ide por todo mundo e fazei discípulos de todas as nações”, e por isso a perseguição acirrada aos cristãos parece ser providencial para que se espalhem e então comecem a cumprir a grande comissão.

O apóstolo Paulo foi o expoente missionário da igreja primitiva, comprometendo-se com a missão de levar o Evangelho por todo o mundo, percorreu muitas cidades e dedicou grande parte da sua vida a essa nobre causa. Seus esforços, obviamente, não foram em vão, seu legado ecoa até hoje, seja pela valiosa contribuição para as Sagradas Escrituras, ou pelo exemplo de vida.

A doutrina da santidade apregoada por John Wesley tinha implicações não apenas pessoais ou com questões de costumes, mas provocava uma urgência de pregar o Evangelho mesmo em meio à grandes dificuldades, sendo ele mesmo proibido por sua igreja de levar essa mensagem aos púlpitos, mas não considerou um grande impedimento e cunhou a frase célebre “o mundo é a minha paróquia”.

Quantas desculpas temos usado para justificar nossa letargia frente a necessidade de anunciar as Boas Novas? Homens muito melhores do que nós abriram mão da própria vida para que pudéssemos ter acesso às palavra de vida eterna, homens estes sujeitos às mesmas paixões e tentações pelas quais passamos diariamente.

Segundo a própria Bíblia, pregar o Evangelho flutua entre uma obrigação, como foi dito por Paulo, mas também um enorme privilégio, como Pedro explicita em suas cartas. O fato é que tal tarefa é inerente à vida de qualquer cristão, e não pode de forma alguma ser negligenciada.

Que possamos seguir a recomendação dada a Timóteo, pregando a Palavra a tempo e fora de tempo.